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António de Sousa Magalhães Lemos

Nasceu em Margaride. Psiquiatra de renome internacional e professor universitário foi director clínico do Hospital Conde de Ferreira.

Foi homenageado com um busto erguido no jardim da Praça da República.

 

Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras

Cientes dos riscos que uma sociedade corre, um grupo de cidadãos como Auspício A. Dias ou José Cunha Ferreira Leite, deram os primeiros passos na criação de um corpo de bombeiros em Felgueiras.

A ideia começou a desenvolver-se em 1896, no entanto a primeira reunião da comissão instaladora só teve início dois anos mais tarde, a 6 de Março de 1898.

O primeiro presidente da Direcção foi o Dr. António Leite Ribeiro de Magalhães e o seu primeiro comandante, o Dr. Eduardo Coelho.

A Bandeira, primeiro símbolo dos bombeiros, feita em pano de cetim branco e o Emblema com a gravação do lema Talent de bien faire – vontade de bem-fazer – exprime o sentimento de entrega destes soldados que lutam pela paz.

Instalações e equipamentos sempre foram uma prioridade. Desde o primeiro quartel – Estação da Bomba – inaugurado em 1903, pela primeira Casa-Escola de 1930, no Moinho de Vento em Santa Quitéria, passando pelos equipamentos de combate ao fogo, como a Bomba Braçal Jauck n.º 1, o carismático Cadillac até às instalações actuais, com as mais modernas viaturas, os Bombeiros souberam adaptar-se à mudança e evolução da sociedade felgueirense.

A história dos bombeiros é marcada por figuras ilustres que muitas vezes partilhando os seus bens materiais, ajudaram a erguer esta mui nobre instituição. De destacar, a familia Lickfold da Silva, que desde os inícios esteve sempre presente, passando por Machado de Matos, Presidente da Câmara e da Direcção da Associação ou o saudoso comandante José Júlio Alves da Costa Guimarães.

Muito lhes devemos e agradecemos. E as imensas homenagens, troféus, visitas ou nomes de ruas e praças, espelham uma história centenária assente no amor ao próximo.

De dia ou de noite, apoiando acidentados ou combatendo fogos, os Bombeiros Voluntários de Felgueiras, são uma prestigiada instituição do concelho, que a todos serve, de que todos precisam e de que Felgueiras se orgulha.

 

Banda de Música da Lixa 

A Banda de Música da Lixa, considerada uma das mais antigas do país, surgiu no ano de 1807, sendo constituída por elementos oriundos da orquestra privativa da Casa do Paço de Borba.

Em 1876 a filarmónica é autorizada por alvará passado pelo arcebispo de Braga, assumindo a designação de “Música do Rancho da Lixa”.

A partir do ano de 1898 a Banda passa a estar integrada nos Bombeiros Voluntários da Lixa sob a designação de “Banda dos Bombeiros Voluntários da Lixa”. No ano de 1928, a denominação da Filarmónica é alterada para “Banda Marcial dos Bombeiros Voluntários da Lixa”, denominação que vai manter até 1981, altura em que, por escritura pública, assume a designação que mantém até aos dias de hoje, “Banda de Musica da Lixa”.

À história de sucesso desta Banda não podemos dissociar o nome de grandes maestros, destacando-se a figura do Prof. Teixeira Douro. Homem da terra, extremamente respeitado e acarinhado pelo povo da Lixa, cujo empenho e brio profissional muito contribuíram para o sucesso desta instituição.

Mas a grandiosidade e riqueza desta Banda reside sobretudo na perseverança e dedicação dos elementos que ao longo de 200 anos fizeram parte desta Filarmónica. Merece menção o Sr. Álvaro Augusto “da Serrinha, que faleceu no dia 3 de Setembro de 2007 com 92 anos de idade, tendo permanecido no agrupamento durante 78 anos da sua vida

Não podemos deixar de salientar ainda, o importante contributo para o sucesso desta por parte do senhor Inácio. Actualmente com 96 anos de idade, dedicou cerca de 50 à Banda de Música da Lixa, onde permaneceu até ao ano de 1986.

Mas o sucesso de uma Banda passa, em grande parte, por uma Direcção empenhada e eficaz. Desta Direcção destacam-se o senhor Dr. António Pereira e o senhor Álvaro da Silva que se tem revelado um dos elementos mais activos desta instituição.

O actual maestro, José Machado, à semelhança do seu antecessor, Manuel Moreira das Neves, tem efectuado um sério esforço no sentido de assegurar o funcionamento da Escola de Música da Banda, como garante da continuidade desta instituição.

Seguramente que o altruísmo, a dedicação e o empenho de todos os elementos desta Banda terão continuadores, garantindo-se assim, pelo menos por mais duzentos anos, a actividade desta nobre instituição, relativamente à qual o concelho de Felgueiras tanto se orgulha.

 

História de Felgueiras

Situado em pleno coração do Vale do Sousa, o concelho de Felgueiras constitui um território de enorme beleza natural e paisagística.

O documento mais antigo que refere a terra de Felgueiras, o testamento da condessa galega Mumadona Dias, datado de 959, faz referência a esta terra, com a seguinte passagem in felgaria rubeans villa de mauri.

Igualmente é citada no Inventário dos bens, igrejas e herdades do mosteiro de N.ª S.ª da Oliveira de Guimarães: "Et in sause ad radice montis sancto felice de felgeiras rubeas villa".

Felgueiras deriva do termo felgaria, que significa terreno coberto de fetos que, quando secos, são avermelhados (rubeans ou rubeas).

Embora se desconheça o paradeiro, há historiadores que afirmam que Felgueiras recebeu um foral velho do conde D. Henrique confirmado por D. Afonso Henriques.

Contudo, somente o foral novo, concedido por D. Manuel I a 15 de Outubro de 1514, chegou até nós, existindo um exemplar no Arquivo Histórico Municipal.

As Inquirições de 1220 englobavam na terra de Felgueiras 20 freguesias, para além dos mosteiros de Caramos e de Pombeiro e as igrejas de S. Tomé de Friande e de S. André de Airães. Em 1855 Felgueiras foi transformada em comarca e passou a abranger mais 12 freguesias.

Actualmente, o concelho de Felgueiras abrange cerca de 116 quilómetros quadrados, sendo constituído por 32 freguesias. Integra quatro centros urbanos: Felgueiras, sede do concelho, Lixa, Barrosas e Longra. Por decisão da Assembleia da República, a 13 de Julho de 1990, Felgueiras foi elevada à categoria de cidade e Barrosas à categoria de vila. Tal como Felgueiras, a anterior vila da Lixa recebeu distinção semelhante, passando a cidade no dia 21 de Junho de 1995, enquanto que a Longra viu reconhecida a sua pretensão de elevação a vila a 1 de Julho de 2003.

 

Leonardo Coimbra

José Leonardo Coimbra foi filósofo, político e professor natural da freguesia de Borba de

Godim, Lixa. Nasceu a 30 de Dezembro de 1883 e faleceu a 2 de Janeiro de 1936. Enquanto Ministro da Instrução Pública de um dos governos da Primeira República Portuguesa, lançou as Universidades Populares e a Faculdade de Letras do Porto. Como pensador fundou o movimento Renascença Portuguesa, e evoluiu do criacionismo para um intelectualismo essencialista e idealista, reconhecendo a necessidade de reintegrar o saber das "mais altas disciplinas espirituais", como a metafísica e  a religião.

 

Manuel de Faria e Sousa

Manuel Faria e Sousa nasceu na Quinta do Souto (ou da Caravela), paróquia de Pombeiro em 18 de Março de 1590. Era filho do fidalgo da Casa Real Amador Peres de Eiró e de D. Luísa de Faria, neta do senhor de Valmelhorado. Foi baptizado na igreja do mosteiro beneditino de Pombeiro.

Poeta, crítico, historiador, filólogo e moralista, não recebeu ainda a devida consideração, devido a ter situado a sua vida num dos momentos mais conturbados da história de Portugal. A recusa de regressar a Portugal após a restauração da independência em 1640, levou-o a ser severamente criticado em terras lusas. Mas em Espanha, verificou-se uma total indiferença, apesar de ter vivido uma boa parte da sua vida em Madrid e ter escrito a maioria das suas obras na língua de Cervantes.

Homem poeta comentou como nenhum outro a grande obra de Luís de Camões Os Lusíadas. Ao mesmo tempo, descreveu a grande epopeia dos Descobrimentos Portugueses, que ainda hoje servem de manual para muitos investigadores.

 

Nicolau Coelho

Fidalgo e navegador português do séc. XV e XVI. Natural de Felgueiras, participou na expedição e descoberta do caminho marítimo para a Índia, em 1498, comandando a nau Bérrio.

Participou também, na viagem de Pedro Álvares Cabral que em 1500 descobriu o Brasil. Foi o primeiro a pisar as Terras de Santa Cruz.

 

Terras de Felgueiras - Caves Felgueiras, CRL

Com os Beneditinos de Pombeiro, Felgueiras aprendeu a cultivar a terra.

Nos finais do século XIX, um grupo de agricultores tomou a iniciativa de criar um Sindicato para defender a terra e os seus direitos. Foi este o embrião da hoje designada Terras de Felgueiras, Caves Felgueiras, CRL.

De Sindicato, passou a Cooperativa de Consumo “A Felgueirense”, mais tarde a “Cooperativa Agrícola Felgueirense” e a Grémio da Lavoura.

Em 1957, em resposta a uma crescente preocupação com a produção do vinho, 51 agricultores de que destacamos figuras ilustres, como José de Barros da Rocha Carneiro e José de Castro Leal de Faria, fundaram a Adega Cooperativa.

Com a extinção dos Grémios da Lavoura após o 25 de Abril, surgiu a Cooperativa Agrícola de Felgueiras, uma grande cooperativa que tem primado pela qualidade, reconhecida internacionalmente através de variadíssimos prémios de que destacamos os da Feira de Selleda em Espanha e o atribuído pelo Governo Italiano.

 Com modernas instalações e equipamentos, que se constitui numa verdadeira montra e sala de provas dos variadíssimos vinhos que comercializam para todo o mundo.

A Terras de Felgueiras, Caves Felgueiras é hoje responsável pela produção e venda de vinhos nomeados como dos melhores vinhos verdes da região.

Apostando numa gama diversificada de produtos desde os kiwis ao azeite e mel, comemorou este ano as suas bodas de ouro, com a inauguração de uma Sala de Apologia do Vinho.

Pretende conquistar desafios…partilhar emoções, para continuar a ser uma instituição de referência neste sector de actividade.

 

 
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Última Actualização em: 09-02-2012