A 16 de Julho do corrente ano comemoraram-se os 150 anos do nascimento de Joaquim António de Araújo e Castro, que ficaria conhecido no mundo das letras e da política dos finais do Séc. XIX, como Joaquim de Araújo.
Nasceu em Penafiel, (no nº 42 da actual Praça Municipal), em 1858, era filho do advogado António Joaquim de Araújo, e de Margarida Máxima Pereira de Carvalho Araújo.
Com apenas 14 anos, publica os seus primeiros versos no jornal “O Penafidelense”, bem como alguns folhetins, e dado o seu interesse pela numismática elabora um catálogo intitulado “Descripção e lista do Museu de Joaquim António de Araújo e Castro”.
Aos 15 anos, funda o seu próprio jornal “A Harpa”, mundo com que está bastante familiarizado.
Em 1878, vai para Lisboa frequentar o Curso Superior de Letras, e aí publica o seu primeiro livro de poesia “Lira Intima”, obra muito elogiada por vários escritores contemporâneos.
Parte em 1895 para Itália, para ocupar o lugar de cônsul em Génova, cargo que ocupa até 1913, tendo durante este período exercido uma intensa actividade cultural em vários países.
A 30 de Abril de 1916 desembarca em Lisboa, bastante diminuído física e mentalmente com tuberculose pulmonar, vindo a falecer na Casa da Saúde do Telhal, em Sintra, a 11 de Maio de 1917, tendo todas as suas despesas sido pagas pelo governo português como forma de reconhecimento de uma vida dedicada à divulgação da cultura portuguesa.
Assinalando a efeméride supra citada, vários eventos tiveram lugar durante o mês de Julho em Penafiel, destacando a exposição relativa a Joaquim de Araújo, onde se pode apreciar a vida e a obra de um penafidelense que foi um verdadeiro “ cidadão do mundo”, bem como a edição do livro “Joaquim de Araújo : 1858 – 1917.