Apresenta-se uma selecção de documentos fundamentais, produzidos por vários organismos internacionais, que definem o conceito, a missão e os objectivos traçados para o desenvolvimento das bibliotecas, e que sublinham o seu papel de promotoras dos direitos fundamentais dos povos, designadamente de acesso à educação, à informação e à cultura.
IFLA/UNESCO Manifesto for Digital Libraries (2011)
Considerando fundamental a facilitação do acesso à informação, designadamente a conteúdos digitais, como meio para o desenvolvimento cultural e económico, neste manifesto a IFLA e a UNESCO encorajam os governos locais e nacionais e as organizações internacionais a desenvolver estratégias de digitalização e a criar bibliotecas digitais. É reiterada a importância da digitalização, na medida em que viabiliza a criação de colecções virtuais, reunindo materiais de todos os continentes, mas também enquanto instrumento de preservação, nos casos de deterioração dos suportes originais.
IFLA Library Statistics Manifesto (2010)
Este manifesto da IFLA visa enfatizar a importância de se proceder à realização de levantamentos estatísticos no universo das bibliotecas, na medida em que estes demonstram o valor que as bibliotecas acrescentam aos seus utilizadores e à sociedade. Para além de ser indispensável à gestão, esta estatística – quando apresentada a decisores políticos, entidades financiadoras ou ao público em geral – influencia o planeamento estratégico e fortalece a confiança depositada nas bibliotecas.
Manifesto da IFLA sobre Transparência, Bom Governo e Combate à Corrupção (2008)
Este documento salienta a importância das bibliotecas na defesa dos valores de transparência e de boa governação e no combate à corrupção, e insta os bibliotecários a participar activamente na defesa destes valores.
IFLA/UNESCO Multicultural Library Manifesto (2009)
Este manifesto da IFLA sobre a biblioteca multicultural visa sublinhar o papel das bibliotecas na promoção e preservação da diversidade cultural e linguística. Como complemento dos manifestos da IFLA sobre a biblioteca pública, a biblioteca escolar e a Internet, este manifesto exorta as bibliotecas a servir todos os membros da comunidade, independentemente da sua herança cultural e linguística, fornecendo-lhes informação em línguas e alfabetos apropriados e concedendo-lhes acesso a materiais e serviços diversificados que reflictam as suas necessidades. O documento foi aprovado pela IFLA em Agosto de 2006 e referendado pela UNESCO em Abril de 2008.
Alexandria Manifesto on Libraries, the Information Society in Action (2005)
Este manifesto proclama o papel fundamental das bibliotecas na construção de uma Sociedade da Informação aberta e democrática. Destaca a importância das bibliotecas no combate à info-exclusão e, desta forma, no ajudar a atingir os objectivos traçados pela ONU para a redução da pobreza mundial.
Manifesto de Oeiras, A Agenda PULMAN para a Europa-e (2003)
Manifesto aprovado na Conferência Europeia PULMAN - Europe’s network of excellence for public libraries, museums and archives, realizada em Oeiras, em Março de 2003, que reuniu decisores políticos e profissionais de 36 países. Define um plano de acção que estabelece 10 objectivos a alcançar na esfera das bibliotecas públicas, museus e arquivos.
The Glasgow Declaration on Libraries, Information Services and Intellectual Freedom (2002)
Declaração da IFLA, por ocasião do seu 75º aniversário, que proclama o direito universal de acesso à informação e de liberdade de expressão. Exorta as bibliotecas e serviços de informação a promover activamente estes direitos.
Statement on Libraries and Sustainable Development (2002)
Declaração da IFLA, por ocasião do seu 75º aniversário, que afirma o direito fundamental de todos a um ambiente saudável e sublinha a importância do empenho num desenvolvimento sustentável, que vá ao encontro das necessidades do presente sem comprometer o futuro. Declara que as bibliotecas promovem o desenvolvimento sustentável facultando o livre acesso à informação.
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Manifesto da IFLA sobre Internet (2002)
Destaca a importância dos valores de liberdade de expressão e de acesso à informação, no contexto da Internet, e sublinha o papel da biblioteca pública como meio privilegiado de acesso a esta rede mundial.
The Copenhagen Declaration (1999)
Declaração resultante da conferência realizada em Copenhaga, em Outubro de 1999, sobre o tema Public Libraries and the information Society, que reuniu representantes de 31 países europeus. Proclama o papel das bibliotecas públicas, no contexto europeu, enquanto promotoras da democracia, da livre cidadania, do desenvolvimento social e económico, da aprendizagem ao longo da vida e da diversidade cultural. Defende a adopção, a nível europeu, de uma política de informação com base na biblioteca pública.
Declaração da IFLA sobre as Bibliotecas e a Liberdade Intelectual (1999)
Declara a liberdade de expressão e opinião como condições necessárias à liberdade de acesso à informação e proclama a defesa da liberdade intelectual como responsabilidade fundamental dos profissionais da documentação e informação.
Manifesto da Biblioteca Escolar da IFLA/UNESCO (1999)
Estabelece a missão e os objectivos da biblioteca escolar. Declara que esta se deve articular com as redes de informação e de bibliotecas de acordo com os princípios do Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas.
Declaração de Lovaina (1998)
Declaração elaborada por delegados de 23 países europeus, no âmbito de um workshop organizado pela PubliCA sobre o futuro das bibliotecas públicas na sociedade de informação. Exorta as autoridades europeias a adoptar políticas que promovam o acesso livre e generalizado à informação, através das bibliotecas públicas.
Manifesto IFLA/UNESCO sobre Bibliotecas Públicas (1994)
Estabelece o conceito de biblioteca e as suas missões-chave. Proclama a confiança que a UNESCO deposita na biblioteca pública enquanto factor de promoção da educação, cultura e informação dos cidadãos. Foi elaborado pela Secção de bibliotecas públicas da IFLA e aprovado pela UNESCO em 1994.
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