A partir da obra Fragmentos de um Discurso Amoroso de Roland Barthes, da sua estrutura, da sua abordagem, surgiu a ideia para este trabalho. Apesar de não ser um texto dramático, Roland Barthes, propõe uma forma dramática para apresentar a sua "enunciação" do discurso amoroso. O livro inicia com esta frase: "é pois um apaixonado que fala e diz:", e, até ao final, vemos de facto surgir em palavras, numa estrutura narrativa quase cénica, aquilo que todos já vivemos - "O acanhamento", "Fazer uma cena", "O elogio das lágrimas", ou, "Isto não pode continuar", por exemplo. Foi com prazer, também, que o vemos utilizar excertos de obras literárias para apresentar as suas opiniões.
É, portanto, deste livro, que partimos para a construção de um espectáculo onde o Amor e as suas várias faces e etapas sejam, não analisadas em termos históricos, sociológicos, ou outros, mas comentadas, vividas. De uma forma lúdica pretendemos falar do caso mais sério do mundo: a nossa paixão, a nossa entrega, o nosso Amor.
Objectivos
Este espectáculo vai tentar algumas formas de sedução para os universos do teatro e da literatura e revelar que todos amamos, de uma maneira ou de outra; que os escritores deixaram impresso, para nosso deleite e saber, a marca desse sentimento em textos belos, trágicos ou cómicos; que o teatro é uma forma de usufruir desse prazer; que ler e ir ao teatro não é necessariamente um "pesadelo"; que existem outras "faces" dos autores obrigatórios dos programas escolares, que aqui são descontextualizados do universo académico.
Ficha Técnica
Concepção e realização: Andante, associação artística
Interpretação: Cristina Paiva
Público-alvo: Alunos do ensino secundário e público em geral
Duração: 50 minutos
Sonoplastia: Fernando Ladeira
Produção: Andante, associação artística
Condições técnicas e materiais: teatro convencional ou qualquer espaço fechado com 3x3m (mínimo).
Encargos para a biblioteca: alimentação, transporte e alojamento para 2 pessoas em quarto duplo. |